
Em silêncio se próxima, da multidão pavorosa, o que está acontecendo ali.
Ela está ferida, uma bala curva lhe acertou o peito, ela está sangrando, ela está morrendo.
Aos poucos a dor vai parando, o sofrimento diminuindo, mas ela vai continuar no chão.
Ela sentia saudades, de alguém que já mais conhecera, um desconhecido comum, mas o amor erra sureal.
Dizia ela em seu leito, _Um belo dia numa manhã de sol, vamos estar juntos, em uma bela noite sub a luz das estrelas, vamos estar juntos, eu prometo.
A ultima lágrima do ultimo suspiro de vida, se deu um adeus, tão desesperador, que nem pudera imaginar o tamanho da dor.
Que faria ele, se não sumir da vida dela, afinal ele era comprometido, e ela era comprometida, mas qual o casamento mais real que não seja o amor, pensava ela, e ele sumiu como num passe de mágica.
porque o amor doi, gritava ela, doi tanto que nem consigo respirar, doi tanto que mal consigo me mexer, insuportável dor e doença que me atacou.
Na hora do caixão, a foto na lápide, o nome escrito em pedra, sua certidão já não serviria para
nada.
No final da cerimônia, eis que surge em seu mais belo terno homem por quem outrora era apaixonada, um buquê na mão, de rosas vermelhas, da cor do sangue, lhe da um beijo de despedida, em seguida vai embora.
Ela já estava morta, quando por nada vem vindo aquele lindo homem carioca, ele chora, a perda é grande, ajoelha-se no colo arrastando-se como um mendigo a espera de uma moeda.
Ele a vê tão bela em seu túmulo, coberta de rosas vermelhas sangue, em um vestido branco longo.
Ele tira lago do bolso que fica do lado do peito esquerdo, da um beijo, e deixa pra ela.
Um amor tão lindo acabar assim. um desfrute incontrolável do destino, uma maré de azar , ou qualquer coisa que seja.
Ela já estava morta, só que ninguém percebia.
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